Cultura à mesa brasileira? Sí se puede!
- 18 de abr. de 2017
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Angu – Muitas vezes chamado de Polenta, visando deixa-lo mais atrativo. Canjica, cuscuz, pipoca, pamonha, munguzá... Onde se consegue consumir isso, a não ser na casa da avó ou na padaria do bairro? Porque essas preparações, altamente "comfort" não estão nos restaurantes, principalmente nos ditos “contemporâneos”? O que tenho percebido nesses anos como consultor, é que por mais que se goste, ainda há muita resistência, para não falar em vergonha dos clientes. Ir a um restaurante, e pedir um prato que não tenha tanto valor comercial agregado. Lembro de um cardápio que fiz, em que coloquei flocos de pipoca finalizando uma sobremesa, e o empresário não aprovou a implementação do prato alegando que a pipoca “empobrecia” a produção. Não há como não falar da revolução gastronômica peruana, que iniciou há 10 anos e hoje é tida como a cozinha de superpoderes, como chama o The Financial Times graças a seu bioma e diversidade cultural. Apesar de todo apelo publicitário, lá se faz cozinha da selva e de antepassados, estamos falando de ceviche, ají e bijao patacon. O que nossos antepassados consumiam se não cuscuz, munguzá, canjica... Por que não, mesclar com técnicas clássicas de cozinha e criar a nova cozinha contemporânea potiguar? A revolução mercadológica depende não só dos cozinheiros e empresários, como também de repensar o consumo. Na próxima vez que sair para comer, que tal mudar o pedido?

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